Área restrita para assinante do CLUBE CORREIO FRATERNO.



  • Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
Assinante do CLUBE

Assinaturas

assine_correio

Enquete

Você assina algum jornal ou revista espíritas?
 

Saiu no Correio


selo correio 50

 

Espaço do Leitor


Saiba
aqui como publicar seus textos no Correio Fraterno

 

Livro de Visitas

 

livro-de-visitas

Passatempo

Confira as respostas do  passatempo do jornal

Newsletter

Cadastre-se e receba as principais notícias

Campanha SORRIA

sorria_e_compartilhe_alegria

Home Nossas Seções Entrevista Um novo Nelson - A emoção de conhecer o amor de Chico
Um novo Nelson - A emoção de conhecer o amor de Chico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Eliana Haddad   
Sex, 21 de Janeiro de 2011 12:46

capa 431No próximo 2 de abril comemora-se o centenário de Chico Xavier (1910-2002), data para a qual também está programada a estreia nacional do filme Chico Xavier, uma vida de amor, da Globo Filmes, sob a direção de Daniel Filho , tendo no papel do médium, na infância, juventude e maturidade, os atores Matheus Costa, Ângelo Antonio e Nelson Xavier.

 

Histórias paralelas interessantes permearam a filmagem, realizada em Pedro Leopoldo, Uberaba, MG e Paulínia, SP, no ano passado. A imprensa noticiou fartamente a emoção especial sentida pelo elenco, que tem também Ana Rosa, Paulo Goulart, Tony Ramos, Letícia Sabatella, Christiane Torloni, Giovanna Antonelli, dentre outros, interpretando personagens marcantes na história de vida do médium mineiro. De uma forma ou de outra, toda a equipe de filmagem acabou se envolvendo com a temática espírita e também com as passagens específicas da vida de Chico para as telas do cinema.

 

O projeto do filme iniciou-se há seis anos, quando Daniel Filho leu a biografia do médium escrita por Marcel Souto Maior (As vidas de Chico Xavier, Ed. Planeta) e passou a adaptá-la para o cinema. Na época, o biógrafo enviou também um exemplar de sua autoria ao ator Nelson Xavier, dizendo que gostaria muito que ele fizesse o papel do Chico.Parece que meu destino estava envolvido com essa história”, conta o ator, que acabou mesmo sendo chamado por Daniel Filho para o papel principal e com certeza irá emocionar o público revivendo nas telas a trajetória de Chico, incluindo sua participação no lendário Programa Pinga-Fogo, da então TV Tupi.

 

Apesar de não ser adepto a religião alguma, Nelson Xavier começou a se preparar para as filmagens, estudando e pesquisando para poder compreender melhor o universo de seu personagem.

 

No passado, incomodava-se quando era chamado de Chico, mas hoje  se sente honrado. Sua semelhança física na interpretação do médium já emocionou, por exemplo, a própria população de Uberaba, por ocasião das gravações. Muitos já lhe avisaram que Chico estava mesmo por perto.

 

Nelson Agostini Xavier, 69 anos, tem mesmo muito para contar sobre essa sua experiência, nem sempre tão fácil de ser traduzida por ele, porque falar de Chico leva-o incontrolavelmente às lágrimas, numa emoção que contagia.

 

Nessa entrevista exclusiva para o jornal Correio Fraterno, aparentemente contido, ele acabou se sensibilizando novamente por várias vezes. Pensou na resposta correta, silenciou, ponderou as falas, refletiu, riu e chorou, numa explosão interior típica que não se abafa nos processos de transformação verdadeira, demonstrando que sua vasta vivência profissional de ator competente, premiado e de indiscutível sucesso no teatro, televisão e cinema, que o destacaram no mundo das celebridades como grande intérprete, ainda não tinha sido suficiente para alertá-lo para a maior das experiências: descobrir o poder do amor.

 

Vale a pena conferir porque Nelson Xavier mudou.

 

 

 

Como foi atuar como Chico Xavier? Você não é espírita...

 

Não sou espírita. Não sabia nada sobre Chico, nunca havia me interessado por ele. Começando a fazer o trabalho de preparação, fui a Pedro Leopoldo e Uberaba, MG. Conhecendo as pessoas, os lugares e as coisas dele, fui sendo tomado por emoções muito fortes.  Era um sentimento  que ultrapassava a minha experiência como artista. Comecei a chorar tanto, tanto, que achei que havia alguma coisa a mais. O que houve é que  Chico transformou a minha vida, minhas opiniões, minhas crenças, está me fazendo perceber outros valores.

 

Como começou essa transformação?

 

Há seis anos, o Marcel Souto me enviou o livro de sua autoria com um bilhetinho: gostaria que você fizesse o Chico. Como não sabia de nada, li a história e fiquei impressionadíssimo com a infância dele. Fiquei tocadíssimo...(pausa) emocionou-me muito e eu quis realmente fazer o papel. Engraçado que não sou um ator porque procurei ser ator, a vida me tornou ator. Nunca sonhei com personagens como  é comum entre os meus colegas. Isso nunca existiu para mim. O primeiro que eu fiz questão de fazer foi esse. Realmente desejei interpretá-lo. Começaram as especulações na imprensa sobre o filme, até que telefonei para o Daniel (Daniel Filho, diretor), dizendo: eu quero muito fazer o Chico Xavier. Talvez você me julgue muito velho, mas se precisar eu faço até uma plástica para rejuvenescer. Dois anos depois ele me telefonou e fez o convite. Na hora, de novo, me emocionei muito.

 

 

 

O que você descobriu fazendo esse trabalho, que faz você afirmar hoje Chico mudou sua vida?

 

Sempre fui socialista. Quando moço, quis mudar o Brasil,  treinei para a luta armada, engajei-me nos movimentos nacionais. Nunca fui preso, mas fiquei foragido por algum tempo. Sou de uma geração que acha o Brasil uma terra explorada por bandidos... Ao encontrar o universo de Chico, passei a admitir que o caminho da violência não é o único como eu acreditava... A base de tudo é a solidariedade, o amor.

 

A imprensa já divulgou vários fatos interessantes envolvendo a participação espiritual do Chico no filme. Você chegou a sentir a presença dele?

 

(Silencia, emociona-se, chora) Sim. Durante o trabalho principalmente...não o via, mas sentia uma força poderosa me envolvendo. Só podia ser ele.

 

Você, com raízes socialistas, muito mais ateu, agora com essa nova visão... O que você vai fazer com essa mudança toda agora, vai se tornar mesmo um espírita?

 

(Risos) Não se trata de uma conversão... É uma mudança interior, diferente. Já estou até me chamando de “Novo Nelson”. Minha mãe era espírita e, desde criança, sempre me chamou e eu nunca a atendi. Minha mulher, com quem sou casado há 20 anos, também é espiritualizada, mestre de yoga, sempre me chamou e também nunca atendi ao chamado. Só atendi agora, com o Chico. Ele conseguiu. Agora, vamos ver o que acontece...ainda estou vivendo intensamente tudo isso..

 

A semelhança  fisionômica entre você e o Chico também emociona nas imagens que já foram veiculadas na internet. O que sente um ator com isso tudo?

 

Isso que está passando na internet, da cena da psicografia, é uma imagem que foi feita três meses antes de se iniciar o filme, como um teste de maquilagem... Eu nem tinha ido ainda a Uberaba (houve cenas filmadas na casa de Chico Xavier). Depois, a identificação foi ficando cada vez maior. No primeiro dia de filmagem eu pedi a ele (Chico) que me ajudasse... Só de lembrar dele me emociono... A cena era simples. Era só descer de um carro e entrar numa casa. Eu não conseguia controlar a emoção. Foi quando uma atriz do elenco (Renata Embriani) me disse que viu o Chico do meu lado... Acho que recebi dele essa graça, essa bênção da ajuda... Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia diferente.

 

Diante do que estamos vivendo aqui na Terra, egoísmo, cobiça, violência, como você vê essa mensagem de amor do Chico, é possível de se tornar realidade?

Sim, claro. Desde Cristo que isso é verdade. Minha explicação é marxista e acho que não mudou. As contradições que a gente vive, onde existem poucos privilegiados e tantos excluídos, só existem por causa da cobiça humana, do desamor, da ausência de sentido da vida... Chico ensina e muda completamente isso, quebra esse paradigma. Faz justamente o contrário, exercendo a mensagem que Cristo deixou e que é a mais revolucionária de todas, que é amai-vos uns aos outros.

 

Publicado no jornal Correio Fraterno - edição 431 - janeiro/fevereiro 2011

 

Conheça os livros da editora

correio fraterno 

 

carrinho

LANÇAMENTO

tem espiritos escuro
 

A esperta Laurinha pergunta sem medo sobre os temas espíritas em mais uma nova série de histórias bem-humoradas que também ensinam além de fazer rir.  

 

Autora: Tatiana Benites
ISBN: 978-85-98563-94-7
14 X 21 cm - 104 páginas 

 

Por: R$ 20,90

LANÇAMENTO

saude e vida
 

 Num minucioso estudo, o neurocirurgião explica  que a doença é consequência de uma luta emocional contínua, entre o querer, o poder e o dever.

 

 Autor: David Monducci

ISBN: 978-85-98563-92-3
14 X 21 cm - 384 páginas 

 

Por:R$ 35,91