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Home Nossas Seções Análise A autoridade da Filosofia Espírita
A autoridade da Filosofia Espírita PDF Imprimir E-mail

filosofiaCarlos Alberto Simões

O espiritismo, antes de tudo, em O livro dos espíritos, se nos apresenta, em formulação explícita, com a denominação contida no seu subtítulo: "Filosofia espiritualista".
Kardec soube, na sua época, com aguda perspicácia, antever conteúdos de potencial relevância diante daquele novo espetáculo das mesas girantes, até ali pautado pela frivolidade e irreflexão de um público, no geral, um tanto distraído e superficial. Em tal ambiente, no entanto, explicaria o codificador, em um axioma, que de um efeito inteligente depreende-se uma causa correspondente, fundamento que tenderia a oferecer sentido e legitimidade a uma gama considerável de princípios, a partir dos quais, com lógica exemplar, iria se compor a doutrina dos espíritos, orientada "segundo os ensinos dados por espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns" .
Coube a Kardec o relevante papel de coordenar e concatenar todo esse diversificado e rico conteúdo, no sentido de lhe atestar o horizonte, sempre filtrado pelo crivo de agudas e sábias formulações, em nada hesitantes, inclusive, por pôr à prova suas potenciais lacunas e contradições. Imerso em tal prisma, diante de ideias inaugurais, à maneira dos filósofos, se viu na necessidade de cunhar palavras novas para designar um campo novo constitutivamente claro e distinto, a salvo de ambiguidades e potenciais distorções. Com isso, garantiam-se vias para um horizonte inequivocamente filosófico, na base de um pensamento lúcido e radical, exigindo-se, desde o início, a segura postura validada a partir de perquirições desde a raiz, legitimando o aprofundamento das mais fundamentais questões do ser humano, perscrutadas desde há muito pela tradição filosófica.
A formulação de tais pensamentos em momento tão singular descortinava-nos uma fonte inesgotável de apreciações, em reflexões infinitas, notabilizando uma filosofia dinâmica e vivaz, que, insinuante, se pautava por uma exigência notavelmente racional e aberta. Sempre em transparente interlocução com os novos e aprofundados alcances do entendimento, prescrevia uma via de segurança, em pertinente atrevimento, capaz, inclusive, de flertar com o limite de se negar 99 verdades sem se sujeitar a qualquer ilusão ou mentira.
Kardec soube extrair do aparente e despretensioso fenômeno, outrora frívolo, aprofundamentos de substancial alcance. Inaugurou assim vias de reflexão junto a um horizonte ainda não devidamente preenchido, de há muito assinalado por tamanha expectativa, desdobrável ao infinito.
Vale, no entanto, considerar que, por si só, o seu repositório de sabedoria, desde a origem, evidenciou-se autônomo e autossustentável, estruturando-se por uma articulação que, sem dispensar contribuições que lhe sejam enriquecedoras e bem-vindas, alcança a posição de não depender de apreciações exteriores e normativas que lhe pudessem conferir sustentação ou mesmo até legitimar seus conteúdos.
Por isso, 'sábios' e academias, não obstante dignos da máxima consideração e apreço, no que tange a princípios novos, desdobrados pelo espiritismo, tendem a emitir opiniões fragilizadas e, por vezes, inconsistentes, quando eivadas de precipitação e preconceitos, em propensão quase irresistível e natural de se medir o que quer que seja consoante suas respectivas réguas e regras, segundo a especialidade adotada pelo seu viés intelectivo.
Sabe-se, aliás, desde Kardec, que, para um pensar livre e sem amarras, a apreciação do espiritismo antes requisita a atenção de intelectuais "sérios, perseverantes, livres de prevenções" , e que a ele se dediquem com assiduidade e recolhimento, requisitos indispensáveis para então se poder considerar versado em assunto tão importante e exigente.
Não nos enganemos, verdade ou falsidade de qualquer coisa não deve (nem pode) depender da vontade exclusiva dos seus interlocutores, simpatizantes ou não.

Carlos Alberto Simões tem formação em Letras e Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).

 

Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 478 novembro/dezembro 2017

 

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