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Home Nossas Seções Direto ao ponto A grande lição de Irma
A grande lição de Irma PDF Imprimir E-mail

irmaUmberto Fabbri

Ela, Irma, violenta tempestade, ou ele, o furacão, fenômeno atmosférico que se forma em águas oceânicas tropicais, foi chegando devagar ao Estado da Flórida, nos Estados Unidos, onde resido, deixando um rastro de destruição poucas vezes visto. Em seu curso, a velocidade imprimida era em determinados trechos de pouco mais de doze quilômetros horários. Menos do que um atleta de alta performance que pode alcançar no mesmo tempo, cerca de vinte quilômetros.
Mas independentemente de sua baixa velocidade, ela avançava de forma firme e resoluta, por vezes demonstrando-se um tanto sem direção, ora deslocando-se para a esquerda, ora para a direita. Como convidada indesejável, não seria bem recebida em qualquer lugar que chegasse.
Ao saber que ela tomara o rumo exato de minha região e não podendo formular desculpas cordiais para não a receber, tratei logo de fechar janelas e portas da maneira mais eficiente possível, pois tanto eu quanto os amigos que permaneciam em minha casa, por ser um local mais seguro, ainda não a conhecíamos e nem gostaríamos de sermos apresentados.
No entanto, Irma ignorou nossa falta de receptividade e continuou determinada a avançar, trazendo consigo seus predicados destrutivos com velocidade máxima quase comparada aos carros de Fórmula 1: cerca de 296 quilômetros por hora.
Foi dessa maneira que ela chegou no Caribe e em Cuba, deixando um trilho de destruição e morte. Sua magnitude chegou a atingir a categoria quatro ou cinco, número que pouco importou aos que foram colhidos por mais uma catástrofe, cuja grandeza, segundo alguns cientistas, tem relação direta com o aquecimento global.
Ela aportou nos Estados Unidos com a mesma atitude; aos gritos, demonstrando a dor de um planeta que procura sobreviver, apesar dos maus tratos que tem recebido de seus habitantes.
Sua chegada previamente anunciada gerou pânico e imensa ansiedade às pessoas, que procuravam se proteger e se preparar, estocando alimentos e outros gêneros de necessidade, frente à inusitada e ameaçadora visita. Os supermercados, lojas de materiais de construção, postos de gasolina simplesmente não conseguiam atender à demanda, com a falta de água, alimentos e até mesmo parafusos para as madeiras que protegeriam portas e janelas, causando ainda mais agonia.
Finalmente, depois de alguns dias de espera angustiosa, ela chegou e deixou uma boa parcela da população americana carente de quase tudo, e nos casos mais tristes, do maior patrimônio existente: a própria vida.
Diante de um cenário pós-bombardeio, foi impossível controlar as lágrimas. Quando pude sair do meu abrigo, tomei ciência dos estragos, das árvores arrancadas, das casas danificadas, e ainda da incerteza e do medo sobre o que realmente havia acontecido, de como estariam os amigos e familiares. O número de óbitos – seis — representou um percentual pequeno, em virtude de a população estar preparada.
Porém, a lição maior estava por começar, quando olhei para os vizinhos e pessoas desconhecidas nas ruas, pude ver nas atitudes de cada uma o reflexo de Deus, de Jesus, de Buda, de Krishna, de Jeová, e mesmo daquelas que não admitiam a existência da divindade, o nobre sentimento chamado "solidariedade".
Os dias que se sucederam foram de dificuldade, mas todos se oferecendo para auxiliar, desde no corte de uma pequena árvore caída, até as doações de água e alimentos nos abrigos preparados para pessoas e animais.
Os pássaros demoraram a cantar, cerca de dois dias ou um pouco mais, mas a música do coração das pessoas podia ser ouvida, demonstrando que acima de todas as dificuldades, o potencial divino do amor em cada criatura se faz presente e atuante.
"É necessário que tudo se destrua, para renascer e se regenerar; porque isso a que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos" — dizem os espíritos em O livro dos espíritos, questão 728, sobre a lei de destruição — e tudo se encaminha em nossas vidas para uma retomada de atitudes, para que saiamos de nossa postura automática e busquemos a renovação.
Ele ou ela, IRMA, o furacão, pouco importa se o classificamos masculino ou feminino. O mais importante é saber que apesar de nos apresentar por dias a face do terror, trouxe-nos uma certeza absoluta: deixou-nos almas um pouco mais IRMÃS.

Profissional de marketing, Umberto é orador e escritor brasileiro, morando atualmente na Flórida, EUA. Autor dos livros O traficante, Amor e traição e Pecado e castigo (pelo espírito Jair dos Santos) e O político (por Adalbero Gória), pela editora Correio Fraterno.


Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 477 setembro/outubro 2017

 

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