Área restrita para assinante do CLUBE CORREIO FRATERNO.



  • Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
Assinante do CLUBE

Assinaturas

assine_correio

Enquete

Você assina algum jornal ou revista espíritas?
 

Saiu no Correio


selo-50anos

 

Espaço do Leitor


Saiba
aqui como publicar seus textos no Correio Fraterno

 

Livro de Visitas

 

livro-de-visitas

Passatempo

Confira as respostas do  passatempo do jornal

Newsletter

Cadastre-se e receba as principais notícias

Campanha SORRIA

sorria_e_compartilhe_alegria

Home Nossas Seções Foi assim... O corpo rejeitado
O corpo rejeitado PDF Imprimir E-mail

corpo rejeitadoLauro F. Carvalho

Este caso se deu em Palmelo, a cidade espírita, em Goiás, em meio a tantos outros igualmente interessantes. Foi lá pela década de 50, quando as curas mediúnicas ali estavam no auge.
Entre as centenas de pessoas que lá aportavam semanalmente, em busca do alívio para as doenças do corpo e da mente, muitas delas sem esperança pela medicina terrena, chega a jovenzinha, Jozilda. Os familiares já estavam extenuados de tanto labutarem com o mal inexplicável. Sua doença? Desmaiava frequentemente, permanecendo inconsciente por dias inteiros. E foi assim que ela chegou ao centro, na sessão da tarde: fora de si, conduzida nos braços.
O primeiro trabalho foi feito logo. Acomodando-se a paciente inerte no meio da corrente, concentraram-se os médiuns, sob a segura direção do senhor Jerônimo Candinho, presidente do centro. Conjugando-se as revelações dos médiuns, foi definido o seguinte quadro: um palácio imperial. Um casal de jovens e garbosos mandatários em estreito idílio. Honrarias, poder, vaidades... e os abusos de uma sociedade prepotente e escravagista.
Voa o tempo, mudam-se os quadros. Um dia, a morte, a separação. Padecimentos nas furnas astrais. Por fim, o reajuste indispensável, no instituto da reencarnação. Ela volta primeiro. Porém agora não mais nas pompas palacianas. Não mais o físico exuberante; nada do que possa pôr em risco o programa retificador, favorecendo reincidência nos desvarios do passado.
Mas o espírito soberbo não se conforma com tão brusca mudança. E o comparsa de outrora, acenando-lhe dos ouropéis estruturados nas telas mentais de ambos, arrebata-lhe o espírito, deixando desfalecido o corpo.
Dá-se o tratamento espiritual, requerendo algumas sessões, pela gravidade do caso. O suposto príncipe incorpora-se primeiro, exaltado, exigindo explicações. É doutrinado e entregue aos mentores espirituais, a fim de ser encaminhado aos institutos retificadores do Espaço. A seguir, convocam a presença do espírito fugitivo da paciente. À custa de muita firmeza, ela é finalmente trazida, manifestando-se num dos médiuns de incorporação, indiferente ao seu corpo estirado próximo.
E o diálogo surge, veemente.
– Jozilda, você está me ouvindo? – interroga o dirigente.
– Jozilda, não! – retruca asperamente o espírito incorporado. – Veja lá com quem está falando! Eu sou a alteza... – e anuncia os sonoros títulos que um dia ostentara.
– Jozilda, deixe de ser orgulhosa! Tome logo seu corpo, aceite a vida que tem e assuma suas responsabilidades!
– Eu?! Viver nesse corpo aí? Nunca! Sou dama da nobreza!
– Qual nobreza? Tola vaidade!... Não despreze o abençoado corpo que Deus lhe concede para aprender as lições da humildade e do trabalho digno!
Ante o imperativo da ordem e a vibração da corrente mediúnica, a médium estremece, ao mesmo tempo em que o corpo inerte à frente começa a dar sinal de vida.
Mais um pouco e a mocinha é despertada. A doutrinação prossegue, no estado consciente dela, e o intricado problema dos desmaios inexplicados desaparece.
É mais uma 'rainha' que perde sua coroa, e mais uma alma que se matricula na academia do Amor Divino...

Este fato foi narrado por Jerônimo Candinho (1889–1981), um nome de referência na história do espiritismo no Brasil Central, pela fundação de inúmeros centros pelas cidades por que passou e por seu trabalho de cura e assistência pela mediunidade. O ex-aluno de Eurípedes Barsanulfo atuou também na vida pública, ajudando a elevar o povoado de Palmelo à categoria de cidade em 1953.

 

Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 476  julho/agosto 2017

 

 

Conheça os livros da editora

correio fraterno 

 

carrinho

LANÇAMENTO

perfume de helena

  Num romance que combina a  descrição de seus sentimentos mais profundos com a fria incerteza do amanhã, Juliana conta a sua própria história. Sonhando com a maternidade, ela vê seus ideais serem ameaçados logo no primeiro exame pré-natal. Uma linda história de amor e superação.

 

 Autora: Juliana Ferenzin Heck

 

ISBN: 978-85-98563-96-1
14x21 cm
   160 páginas

 

R$ 29,90


 

Correio nas redes sociais


issuu-logocute-twitter-logo

logo-youtube

facebook