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Home Nossas Seções Baú de Memórias A história do Brasil com emoção e arte
A história do Brasil com emoção e arte PDF Imprimir E-mail

novela2Por Izabel Vitusso

Afeitos ou não ao hábito de assistir a novelas, com um fato precisamos concordar: o Brasil emplaca mais uma vez em sua arte de produzir a teledramaturgia. Iniciada há quatro meses, a novela Novo Mundo (TV Globo) tem proporcionado cor e movimento à memória dos acontecimentos históricos que marcaram o primeiro reinado brasileiro. Fazendo uso de boa dose de licença poética, o enredo mistura o passado e o presente, a realidade com a ficção, enquanto cria um entretenimento com ritmo, suspense e aventura.
O cenário, que tem como pano de fundo a presença do índio e a escravidão no Brasil, protagoniza as intrigas palacianas, as paixões, vinganças e o eterno jogo de interesses na órbita do poder, no caso, do imperador D. Pedro I (Caio Castro).
Assistir à encenação de parte de nossa história, ver as dificuldades por que passaram seus protagonistas e também seus reflexos na atualidade, tudo isso acaba por despertar em nós um pouco mais de sensibilidade sobre essa terra que nos acolhe.
Não se sabe se o enredo da novela alcançará a vida do sétimo filho do D. Pedro I com a imperatriz Leopoldina (Letícia Colin). Trata-se de um espírito muito diferente dos que o antecederam na coroa. Convidado a reencarnar em missão para promover a organização social e política do Brasil no pós-Proclamação da Independência, D. Pedro de Alcântara, mais tarde D. Pedro II, será o exemplo vivo de bondade e de virtudes, inaugurando um novo período de progresso moral no Brasil.
Com apenas um ano de idade, D. Pedro II vê-se órfão de mãe e aos quatro vê chegar sua madrasta, Amélia de Leuchtenberg. Criança encantadora, ganha o coração da nova imperatriz. Quando Pedro I abdica ao trono e parte com ela para Europa, deixando para trás o pequeno aos cuidados de José Bonifácio, ela escreve em carta de despedida: "Adeus, menino querido, delícia de minha alma, alegria de meus olhos, filho que meu coração tinha adotado; adeus, para sempre, adeus". D. Pedro II estava com cinco anos, idade com que se tornou príncipe regente do Brasil.
Vale a pena rever a história do Brasil, considerando-se a responsabilidade que tiveram os representantes da nação, e as consequências tanto sociais como individuais, espíritos encarnados em processo de evolução, diante do que elegeram como norma de conduta para suas ações.
Não foi à toa que, segundo o escritor espiritual Humberto de Campos,
Jesus lembrou a D. Pedro II, ao prepará-lo para a sua missão que "a autoridade, como a riqueza, é um patrimônio terrível para os espíritos inconscientes dos seus grandes deveres". Disse também que ele o inspiraria em suas ações, mas que não esquecesse da responsabilidade que permaneceria em suas mãos, reafirmando a beleza das leis naturais que contempla cada um de nós com o direito soberano de nossas escolhas.
pedro 2D. Pedro II não só inaugurou uma nova era no campo político e moral no solo brasileiro, mas se fez conhecer como um erudito patrocinador do conhecimento, da cultura e das ciências, ganhando respeito e admiração de estudiosos e grandes celebridades internacionais da época, como Graham Bell, Charles Darwin, Victor Hugo, Friedrich Nietzsche, Richard Wagner, Louis Pasteur, Jean-Martin Charcot, dentre outros.
O Império do Brasil foi encerrado em 15 de novembro de 1889, por meio de um golpe de Estado e Pedro II não permitiu qualquer medida contra sua remoção. Não apoiou qualquer tentativa de restauração da monarquia, passando os seus últimos dois anos de vida em exílio na Europa.
Para encerrar, vale lembrar a pergunta 519 de O livro dos espíritos, que nos lembra que as sociedades, as cidades, as nações também têm os seus espíritos protetores. Porque, como individualidades coletivas, elas marcham igualmente para um objetivo comum e têm necessidade de uma direção superior.
Conquanto nunca nos falte a direção superior, o apoio da Espiritualidade Maior, será sempre importante lembrar que a história de nossa pátria a ser contada amanhã é o que dela fizermos agora. Que seja a ética, a fraternidade, a fé ativa, a bondade em nosso coração, o fazer ao outro o que quereríamos para nós o novo norte para o Brasil engatar a sua nova marcha.

Bibliografia:


Chico Xavier, D.Pedro II e o Brasil, Walter José Faé, Correio Fraterno, 1992.
Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, Humberto de Campos/ Chico Xavier, FEB, 1938.

Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 476  julho/agosto 2017

 

 

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