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Inclusão social marca Confraternização de Mocidades PDF Imprimir E-mail

jovensDa  Redação

Na última COMEBH – Confraternização de Mocidades Espíritas de Belo Horizonte, MG, realizada no Carnaval, uma vivência diferente marcou a integração dos jovens presentes: Raíssa Sacramento, da Mocidade Espírita Joanna de Ângelis, deficiente auditiva e usuária da Libras (Líingua Brasileira de Sinais), não só participou ativamente no encontro, como entusiasmou todo o grupo, ensinando músicas usando a linguagem dos sinais. A iniciativa contagiou os cerca de 200 jovens participantes (só do encontro em uma das quatro regiões de BH, Noroeste), fazendo com que todas as apresentações teatrais incluíssem um número utilizando esta comunicação.

"Possibilitar o acesso ao conhecimento da doutrina espírita é um assunto que sempre me chamou atenção", lembra a evangelizadora Regina Beatriz do Amaral Moraes, pedagoga, arte-educadora, intérprete de Libras e contadora de histórias.
"A primeira Confraternização de Mocidades Espíritas de Belo Horizonte de que participei, na década de 80, aconteceu nas instalações de uma escola para crianças e jovens com deficiência, ligada ao Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus. Mas na época, pouco se falava em inclusão de pessoas com alguma deficiência", recorda Regina. Mas isso vem mudando aos poucos.

rassaNa COMEMOFRA de 2012, a Confraternização das Mocidades Espírita do Movimento da Fraternidade, Daniel de Miranda, da M. E. Maria João de Deus, não deixou que a surdez o impedisse de participar do grande Encontro. E o fato de não haver intérprete para acompanhá-lo acabou sensibilizando muitas pessoas para a necessidade da aprendizagem e do ensino da linguagem dos sinais.
Desde 2007, há um grupo de estudos da doutrina no Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla que reúne jovens surdos espíritas, sob a coordenação da psicopedagoga, especialista em educação de pessoas surdas, Heliane Alves, com objetivo de criar de um dicionário com sinais específicos à doutrina espírita, projeto inclusive já apresentado à Federação Espírita Brasileira e à União Espírita Mineira.
Neste movimento de aprender e ensinar, vários jovens passaram a conhecer a linguagem e outros surdos e deficientes auditivos começaram a participar de casas espíritas, introduzindo a naturalidade do uso da comunicação por sinais.
Sensibilizada pelo tema, Regina Beatriz realizou entrevistas com alguns surdos, dentre eles o jovem Daniel Miranda. Ela aproveita para esclarecer que deficiente auditivo escuta pouco, tem dificuldades para entender as palavras e a maioria usa aparelho para melhorar a percepção do som. Já o surdo, nada escuta.


danielRompendo barreiras


Entrevista com Daniel de Miranda, feita através da Libras e transcrita exatamente como foi respondido.

Como você se sentiu, vendo os jovens tentando se comunicar com você sem saber Libras?
A comunicação vem melhorando. Eu sinto feliz com o interesse das pessoas. Coordenação da COMEMOFRA reconheceu necessidade criar oficina de Libras para crianças e adultos para instrutor surdo ter oportunidade ensinar Libras. Principal objetivo é quebrar barreira na comunicação em qualquer língua.


Você ficou com medo ou receio de não conseguir participar das atividades?
Eu não sinto medo, porque tenho base familiar de aceitação, acolhimento, mas percebi alguns ouvintes sentem receio de comunicar, se mantendo um pouco distantes. Falta conhecimento básico da cultura surda.


Como foi a primeira vez que você chegou na casa espírita e não tinha intérprete?
Na primeira Casa Espírita, Sois Luz, não tinha intérprete Libras. Meu pai estava me auxiliando na tradução, mas tive dificuldade entender.


Como você conseguiu um intérprete?
Eu fiquei sabendo informação de uma pessoa colega dos meus pais que no Grupo Fraternidade Irmã Scheilla tinha intérprete aos domingos. Comecei a ir lá junto meus pais, desde 2009, e conheci intérpretes Regina Beatriz, Heliane Alves e Kátia trabalhando voluntárias.


Os jovens da sua Mocidade tentam aprender a Libras?
Em um ano, eu adaptei muito bem frequentando aos domingos. Depois Regina Beatriz me convidou para participar dos estudos da Mocidade junto ela aos sábados tarde, desde 2010, e me ajudou entender um pouco mais profundo o que é espiritismo. Comecei interesse ir cada vez mais. Mas primeiro ano, amigos da Mocidade tinham pouca boa vontade em aprender a Libras. Não conseguia conversar muito e fiquei isolado e junto um amigo surdo, Gladson. Encontro na COMEMOFRA me ajudou muito. Até hoje influencia minha vida, que mudou para melhor.


Você se sente incluído nas atividades da casa espírita?
Sempre participativo, oito anos no Grupo Fraternidade Irmã Scheilla. Em 2015, comecei trabalhar de voluntário, como instrutor para oficina Libras para alunos ouvintes. O grupo surdos e ouvintes trabalhamos sempre juntos para conseguir abrir oficina Libras com oportunidade ensinar muitas pessoas desenvolver comunicação Libras com comunidade surda de verdade.


Outros surdos participam com você na mesma casa espírita?
Sim, mínimo cinco frequentam regularmente a casa espírita e participamos estudos juntos, surdos e ouvintes.

 

Acompanhe e uma música interpretada por Raíssa em Libras.

 

Publicado no jornal Correio Fraterno, Edição 474 - março/abril 2017

 

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