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Home Nossas Seções Saiu no Correio Deolindo Amorim e a literatura espírita
Deolindo Amorim e a literatura espírita PDF Imprimir E-mail

deolindo A figura reconhecida de Deolindo Amorim (1906 -1984) comparece nesta edição. Muito mais importante do que falar de Deolindo ou dos seus pontos de vista, é apresentar seus argumentos; vamos, pois, a eles.

Existe realmente uma literatura espírita?

A resposta não é tão simples como parece. Literatura, por extensão, é a produção intelectual de um povo. É, indiscriminadamente, tudo quanto se publica. Por isso mesmo, diz-se literatura médica, literatura científica, religiosa, folclórica etc. Literatura, na linguagem corrente, é um conceito global, envolve todas as manifestações da vida intelectual.

Mas no sentido específico, exige certos padrões, tem suas normas classificatórias. Segundo este critério, um tratado de Física, por exemplo, é uma produção intelectual de alto valor, mas não é uma obra literária. Pode acontecer, no entanto, que o cientista, com inclinação ou vocação para as letras, dê uma forma literária a seus trabalhos. Há poesia também na prosa. Poeta não é somente quem faz versos. Temos o caso de Léon Denis: sua obra tem muita poesia em prosa, mas não é fantasia. E Flammarion? Tratou de ciência, mas o fez de tal forma, que o chamam de "poeta dos astros". Especificamente, literatura pressupõe o romance, a poesia, o conto etc. Obra literária, portanto, é a que preenche uns tantos requisitos que possam caracterizá-la com tal.

Se assim é, podemos falar em literatura espírita...
Acho que sim. Digo acho, porque não me julgo credenciado para firmar opinião. A verdade é que temos romances, poemas, sonetos e muitas páginas verdadeiramente antológicas. E não é literatura? Temos também trabalhos críticos, embora poucos, relativamente. Aliás, há uma lacuna em nosso meio, em relação ao exercício da crítica. Se quisermos aplicar o critério da generalidade, tomando a palavra literatura na acepção indeterminada, ainda assim, é válida a assertiva de que existe realmente uma literatura espírita, pois a nossa bibliografia, nacional e estrangeira, é imensa. Temos obras de caráter científico, históri¬co, filosófico, literário. Tudo isto, em con¬junto, é o que chamamos literatura espíri¬ta.
¬
Mas não será necessário especificar, apesar disto?
De acordo. Deixando então de lado as obras que enveredam pelo campo científi¬co, poderíamos indicar tran¬quilamente muitas outras obras espíritas com evidente teor literário. Através do romance, da poesia, da boa prosa, enfim, identificamos uma literatura espírita com características próprias.

E quanto às obras mediúnicas?
Seria objeto de um capítulo especial. A despeito da negação sistemática de alguns adversários do espiritismo, não se pode ignorar um fato notório: já nos veio do mundo espiritual, pela via mediúnica, um acervo apreciável de obras. Os poetas e romancistas do além estão aí, nas estantes espíritas. Já não é possível negar a existência de uma literatura espírita, pois as obras de conteúdo literário estão à vista de todos, embora os objetivos precípuos nem sempre possam coincidir com os objetivos da lite¬ratura comum.

E a respeito da crítica no meio espírita?
O assunto é muito sensível, tem sutilezas, mas não se pode tratar de literatura sem pensar na necessidade da crí¬tica. É muito inconveniente, senão prejudi¬cial à própria divulgação da doutrina. Aceita-se tudo, sem literatura meditada e sem crítica, apenas porque veio do Alto... O meio espíri¬ta precisa intensificar mais o hábito da lei¬tura em profundidade. Quem não está bem informado ou quem está desatualizado culturalmente não tem condições de fazer crí¬tica. Estou falando em crí-tica honesta e bem-intencionada, a crítica que não destrói, mas ajuda. Para isso, porém, é necessário melhorar a bagagem de cultura.

Há uma preferência muito acentua¬da pelas obras mediúnicas.

Não se pode censurar ninguém por causa disto. E quem é que não aprecia um livro suave, que con¬forta e reanima com ensinos claros, como tantos e tantos livros de nossa literatura mediúnica? Leio muitas obras de caráter mediúnico, faço as minhas anotações e tiro grande proveito espiritual. Há, entretanto, muito exagero a este respeito. Dá-se muito mais importância às obras ditadas do Alto do que ao trabalho daqueles que estudam, pesquisam e escrevem por amor à causa espírita. Há pessoas que 'devoram' logo, com toda a sofreguidão, qualquer mensagem que apareça, desde que venha do plano espiritual, mas nem sequer tomam conhecimento dos livros ou dos artigos que são lançados constantemente. É uma direção muito unilateral e, por isso mesmo, deforma a visão da literatura espírita, que não é apenas mediúnica, mas também humana.

 

Entrevista sintetizada, publicada no Suplemento Literário do Correio Fraterno, edição n. 111, de março de 1980. Editor: Wilson Garcia.

 

Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 473 janeiro/fevereiro 2017

 

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