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Home Nossas Seções Direto ao ponto O que vai além do pão
O que vai além do pão PDF Imprimir E-mail
Escrito por Umberto Fabbri*   

caridade"A caridade pode ser praticada mesmo entre colegas e amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente suas fraquezas, cuidando de não ferir o amor-próprio de ninguém." - O evangelho segundo o espiritismo.

Interpretada em diversos momentos como mero assistencialismo, a prática da caridade, na maioria das vezes, consiste no atendimento das necessidades materiais. Geralmente ocorre mais pela insistência do pedinte ou pela necessidade de nossa consciência de estar quite com Deus e com a sociedade, do que pelo sentimento da verdadeira comoção e preocupação com as dores do próximo.

A caridade demanda participação efetiva. Arregaçar as mangas, partir para a luta, trabalhar, porque exercê-la não será limitá-la a locais, causas ou horários específicos. Caridade é postura perante a vida, é estar disposto a acolher, a consolar, a orientar, a dar de si mesmo.
É fácil verificar a grande comoção da sociedade diante das catástrofes. Milhares de pessoas se unem dividindo roupas, cobertores, alimentos, medicamentos para atender a uma necessidade imediata dos que se encontram em situação precária. Existem necessidades, entretanto, que não estão à mostra, que não são divulgadas aos quatro cantos do mundo: são as necessidades da alma. E, para estas, talvez não estejamos tão dispostos a nos doar.
A assistência material é necessária, mas a caridade moral, aquela que atende às questões íntimas do ser, é essencial.
Por que doar uma peça de roupa é mais fácil do que oferecer nossa compreensão a quem necessita?
A caridade moral não é fácil. Exige desprendimento íntimo, requer certo combate ao nosso individualismo.

Mesmo assim, já podemos vislumbrar grande progresso em nossa caminhada evolutiva. Mais consciente e atuante, a sociedade aos poucos percebe a necessidade do bem comum, da justiça para todos e estes sentimentos de solidariedade levam muitos a se candidatarem a trabalhos voluntários. Creches, orfanatos, asilos, hospitais, casas religiosas recebem o auxílio de quem já se dispõe a se doar para quem mais precisa.
A verdadeira caridade exige a condição de sairmos de nós mesmos e sentirmos a dor do outro e, dentro deste sentimento, oferecermos o que nos for possível para auxiliá-lo em suas necessidades, sejam elas quais forem, emocionais ou materiais. Tem como proposta central educar o ser humano para que ele se torne digno de si mesmo. Não será apenas o ato de doar o pão, mas, sim, de ensinar a ganhá-lo, através do trabalho digno, do esforço continuado, da autovalorização.
É milenar o ditado chinês que diz que não se deve dar um peixe a um homem, mas, sim, ensiná-lo a pescar. Não significando que o atendimento a sua penúria deva ser menosprezado, porém, acima de tudo, dando-lhe condições básicas para que possa sobreviver por meio de seu trabalho.
Talvez a educação seja a forma mais avançada da caridade.
Quando tornamos possível a educação, libertamos as mentes e corações da ignorância que favorece o mal, o lado negativo do ser. Não a educação apenas do intelecto, mas a educação moral, que preza a ética, o respeito, os deveres e os direitos de cada um.
Em tempos em que o Natal se aproxima, é sempre bom lembrar que a caridade não deve ser realizada apenas junto a estranhos, em ações periódicas, mas deve estar também em nosso dia a dia, com os mais próximos, começando geralmente com um olhar mais compreensivo e generoso aos nossos amigos e familiares.

 

(*) Profissional de marketing, Umberto é orador e escritor brasileiro, morando hoje na Flórida, EUA.

 

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