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Home Nossas Seções Arte e Espiritismo Machado de Assis no terreno da desconfiança
Machado de Assis no terreno da desconfiança PDF Imprimir E-mail

 

  Contista, poeta, jornalista. escritor íntimo das palavras insubstituíveis, dos significados velados, dos jogos discursivos, das frases curtas e intensas que explodem para aqueles que são capazes de apreender-lhes o sentido.

  Narrador crítico de um desassossego que cutuca, perturba o leitor mais atento e o leva obrigatoriamente a acomodar e revistar sua escala de valores.  Um desespero social que pulsa em cada adjetivo, repensadamente casual. Uma naturalidade superficial, uma amenidade sintagmática que esconde nas entrelinhas e nas entrepalavras a análise crítica da sociedade brasileira, no que ela tem de mais instável, de mais contraditório.

  Este articulador sutil das palavras densas, embora reconhecido ainda em vida, não encontrou entendimento em sua época e sabia que escrevia para meia dúzia de leitores que lhe alcançavam os significados. Acredita-se que hoje, sim, exista um grupo social mais preparado para ler os clássicos machadianos em suas ambigüidades e críticas minadas.

  Joaquim Machado de Assis, o escritor das grandes referências, é leitura obrigatória nos principais vestibulares e tem suas obras consagradas no cânone brasileiro. Nascido em 21 de junho de 1839, filho de um pintor mulato, herdeiro de escravos, e de uma lavadeira portuguesa, teve sua infância dividida entre a fidalguia carioca, proporcionada por sua madrinha, e a casinha dos pais, no morro do Livramento.

  Sua relação com o espiritismo foi marcada pelos pareceres irônicos e ácidos, em suas crônicas publicadas nos jornais com que colaborou. Fruto talvez de sua pragmática maquiavélica, de um olhar que não se fragiliza, ao contrário contesta, seus comentários a respeito da doutrina estão enraizados em terras de desconfiança e descrença.

  Em alguns de seus contos, como “A segunda vida” e “Uma visita de Alcibíades”, chegou a ilustrar a doutrina por meio de personagens considerados loucos, insanos. A loucura associada à doutrina espírita era um pensamento recorrente, principalmente na Europa do século XIX.

  Ubiratan Machado, autor de Os intelectuais e o espiritismo, faz uma análise bastante crítica sobre a intransigência,  como ele diz,  de Machado de Assis contra o Espiritismo. Para o autor, “a violência de Machado em relação ao Espiritismo crescia em proporção direta ao sincretismo das doutrinas de Kardec com práticas mágicas de origem negra”. Em Esaú e Jacó,  Machado de Assis dá vida à cabocla do Castelo, estereótipo do espírita brasileiro, “fusão entre práticas negras, catolicismo e Espiritismo”, no período imperial brasileiro.

  Em passagens de “A semana”, Machado expõe falhas em seu conhecimento com relação à crença da doutrina espírita, dizendo, por exemplo, que “o princípio espírita é fundado no progresso. Renascer, progredir sempre; tal é a lei. O renascimento é para melhor. Cada espírita, em se desencarnando, vai para os mundos superiores.”

  Após anos de crítica mordaz contra a doutrina, descrevendo arbitrária e pejorativamente sobre o espiritismo e suas práticas, Machado de Assis entra, em Esaú e Jacó , em um período de conformação, de acordo com Ubiratan Machado, em que personagens espíritas sãos, equilibrados, já não carregam mais “o grão da loucura”.

  Para Ubiratan, estas conformação e aceitação maiores de Machado ocorreram após a morte de sua esposa, Carolina, com quem o escritor dizia que iria se encontrar quando desencarnasse, talvez numa atitude mais cúmplice das teorias de eternidade do espírito.

 

 

 

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