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Home Nossas Seções Arte e Espiritismo Jovens divulgam o espiritismo através do rock
Jovens divulgam o espiritismo através do rock PDF Imprimir E-mail
Escrito por Cristina Abel   


simplesmente almasPouco a pouco o movimento espírita vem abrindo espaço para a arte e para maior participação do jovem. A banda Simplesmente almas, ativa no cenário espírita desde outubro de 2010, é exemplo desta abertura. Os jovens se uniram para participar do Festival "RBN também é Jovem", da rádio Boa Nova. A conquista do público com a canção Eu sou alma, carro-chefe do grupo, abriu espaço para eles em diversas casas e eventos espíritas desde então.
Com apenas três anos de estrada, eles finalizam o primeiro cd, Eu sou alma, com lançamento previsto para junho. Com o intuito de transmitir mensagens estimulantes que proporcionem o crescimento moral e espiritual, a banda tem se consolidado entre o público jovem. Confira a entrevista com o vocalista Lu Paganotti.


Como e por que surgiu a banda?


A ideia começou a surgir durante trabalhos mediúnicos na casa espírita que frequento, chamada Amigos Para Sempre, em São Bernardo. Comecei a ver imagens de um grande jardim, repleto de artistas, pintores e músicos. Aos poucos, a ideia de ter uma banda – e não um coral, como é mais comum – foi ficando mais forte. Com o passar do tempo fui percebendo que este estímulo tem surgido por meio de artistas da espiritualidade que têm necessidades de continuar fazendo arte e que precisam dos médiuns para isso, raramente encontrando-os sem preconceito para tocar e cantar rock, blues ou hip-hop.
A principal mensagem da banda é a imortalidade. Saber que somos espíritos imortais é incrível. Explica os nossos problemas, frustrações e dúvidas.
Procuramos sempre trazer mensagens de otimismo, esperança e alegria. Somos mais a favor do "Sorriso é uma prece" do que "O silêncio é uma prece", mesmo sabendo a importância do silêncio. O mundo está precisando de alegria.


Qual a relação da banda com a doutrina espírita? O que o espiritismo trouxe para vocês?


Todos nós frequentamos casas espíritas, estamos inseridos no movimento. Mas, apesar de a banda tocar em muitas casas e eventos espíritas, acreditamos que nossa missão vai além. Nosso dever de "espíritas" ultrapassa a porta da casa espírita. Kardec dizia que "reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações". A banda procura seguir essa filosofia e, por isso, onde quer que nos chamem para tocar, seja igreja ou presídio, estamos dentro.


O jovem de hoje está engajado na doutrina espírita? Para vocês, qual a importância da música e da arte no geral, para atraí-los para o movimento espírita?


É sempre difícil responder perguntas sobre a arte. Leonardo da Vinci dizia que "A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível"... Está muito ligada às emoções e talvez seja por isso que o jovem se identifique tanto com ela. Isto porque ele ainda não se permitiu dominar por este mundo muitas vezes insensível, em que muitos já desistiram de lutar, dizendo com o diploma da experiência em mãos: "Isso é assim mesmo"... "Você precisa se adaptar"... "Não adianta insistir."

O jovem acredita, tem esperança, acha que é possível mudar. E o artista, de alguma forma, também acredita que a arte tem poder transformador. O espírita também deve acreditar. Por isso, arte, juventude e espiritismo precisam estar conectados.


Quem é o público da banda? Onde vocês se apresentam?


O nosso principal público somos nós mesmos. Cada vez que tocamos aprendemos um monte de coisas. Também os amigos invisíveis. Às vezes tocamos para um público encarnado pequeno, mas percebemos que a plateia desencarnada é enorme.
No plano material, tocamos em várias casas espíritas e eventos de mocidades. Não temos "quartel general" (risos)... Onde formos convidados iremos, inclusive em barzinhos, se tivermos oportunidade.


No geral, você vê casas espíritas se mobilizando, adequando espaços e incentivando ações que agreguem mais os jovens nas atividades espíritas através da arte, por exemplo? Qual o espaço do jovem na doutrina espírita hoje?


Algumas casas sim, felizmente, mas a grande maioria não. As casas espíritas são dirigidas, fundamentalmente, por senhoras e senhores que, em sua maioria, optaram por instruir-se primeiro e amar-se depois, apesar da instrução ser "amar, primeiro". Vejo cursos de aprendizes de evangelho excepcionalmente bem organizados em módulos, com apostilas; regulamentos internos, práticas empresariais, mas muitas vezes sem sorrisos ou abraços.


Como é o processo de composição e montagem de repertório da banda?


A inspiração para a arte está no Universo... Por isso, as ideias surgem de maneiras diferentes... Neste nosso primeiro cd temos doze canções, sendo oito inéditas e quatro de amigos compositores.
As canções inéditas surgem por mediunidade de inspiração, em vários momentos diferentes e das formas mais variadas... Às vezes recebo a ideia da letra e contribuo com a harmonia e com a melodia. Às vezes a música já chega pronta... Cada música é uma história diferente.
A música "O vício e o ócio" – que está no cd –, por exemplo, foi ditada pelo personagem da história, um espírito desencarnado, durante o trabalho de desobsessão. Ele me contou sua história com as drogas e fui escrevendo a letra de acordo com meu repertório, respeitando profundamente a essência e o sentimento originais. Foi um trabalho conjunto, com resultado bem interessante, a ponto de este amigo nos agradecer por termos gravado a canção, dizendo que a música tem ajudado nos trabalhos das equipes de resgates de jovens viciados, uma abertura de portas para essas almas necessitadas.
Com relação às músicas de amigos compositores, decidimos escolher canções que nos emocionam. Aliás, queremos aproveitar o momento para agradecer aos amigos: Altay Veloso, Willy de Barros e Ricardo Marcos que gentilmente autorizaram a divulgação de suas músicas neste nosso primeiro álbum. Só temos que agradecer a Deus por tanto auxílio recebido.


Já sofreram algum preconceito por serem jovens espíritas?


Por sermos jovens nunca (risos). Mas por sermos espíritas, sim! Já fomos chamados de Almas Penadas, Banda Sinistra, etc. Mas, do fundo do coração, isto não costuma nos abalar. Tentamos tocar com muita verdade e com muito sentimento. Nosso foco é esse. O que vale a pena é celebrar o Amor.


Em breve, as músicas estarão também disponíveis na internet. facebook.com/simplesmente.almas

 

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