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Home Nossas Seções Arte em versos Flores do deserto
Flores do deserto PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bia Braz   

Meu cordão umbilical fez-se poesia.

Ah! Acho essa magia manifestada algo apreciável.

Porém, vejo-me ainda como o resumo de uma obra.

 

Hoje, vejo manifestos na rua,

Votos que se acumulam nas urnas,

E o resto... São miseráveis de pés descalços,

Andarilhos, uma releitura das obras de Portinari.

 

A paisagem se modifica, e lá está... Uma estátua nua.

Crua, suja, um ajuntamento de ossos, o estado do flagelo.

Manifesto mudo, jogando limões, um malabarismo desenfreado,

Enquanto o semáforo se predispõe a fechar.

 

Volta e meia sinto uma anã me acompanhando,

Dentro de instituições gigantes,

Como se elefantes fôssemos, diante deste mundo de formigas,

Repartindo uma normalidade aparente.

 

Sinto, às vezes, que existem outras formas de holocausto.

O mais visceral e conciso se faz entre o domínio da razão

E o consciente latente que cobra o outro,

Quando não cobra a si mesmo.

 

Não há possibilidade de amar o remendo,

Quando olhamos a marginalidade como descartável.

Preciso urgente, tornar-me miserável, como Edgar descreve,

Enquanto, o pêndulo, reserva-me a morte como intransferível.

 

Reflito os modismos diante da internet, silicone, grifes e futilidades.

É como se tudo não passasse de um patrimônio para a eternidade sutil

Dentro de um almanaque, onde personagens pueris,

Refletem o sincronismo, quando o caso é o outro.

 

Entramos, então, pela Via Crucis, dolorosa, pesada demais.

Enquanto a chuva cai, uma imagem adentra à minha retina.

Descrevo o que vejo embaixo de uma marquise.

Uma família inteira, subtraindo um pedaço de pão, dividindo-o.

 

Pode ser intenso e funesto este pedido.

Mas peço ao Pai, de todas as criaturas,

Que divida mais a fartura dos egoístas,

Que lamentam apenas diante de liturgias, brasões e permutas.

 

Que estes se associem às lutas de causas plenas,

Ostentando o melhor de si, como represália à miséria surda.

Vertendo o seu melhor, enquanto essência,

Perfumando as mãos do Criador.

 

Deixando que o amanhã

Estenda-se dentro de uma alma pura, não necrosada.

Que não subsidiem, a pouco caso, enquanto outros tantos morrem,

Diante a tantas outras suturas e às surdas mazelas.

 

Por Bia Braz (junho/2012)

 

 

 

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